14 boas práticas de Compliance para aplicar na sua empresa

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O compliance corporativo é um pilar estratégico para garantir conformidade legal, ética e sustentabilidade nas empresas. Mais do que cumprir normas, ele fortalece a governança, a gestão de riscos e a confiança dos stakeholders. Programas eficazes envolvem liderança engajada, políticas claras, treinamentos contínuos, canais de denúncia confiáveis e monitoramento constante. A maturidade em compliance evolui de ações pontuais para uma integração completa à estratégia do negócio. Empresas que adotam boas práticas constroem culturas organizacionais mais éticas e resilientes. Esse compromisso já faz parte da atuação da Dynamic Travel, que mantém políticas estruturadas, código de conduta aplicado e capacitações periódicas, reforçando sua postura de transparência e integridade. A seguir preparamos um conteúdo que destaca 14 boas práticas de compliance para aplicar na sua empresa.


Em um cenário corporativo cada vez mais regulado, fiscalizado e exposto à opinião pública, o compliance empresarial deixou de ser apenas um requisito legal para se tornar um pilar estratégico de governança, gestão de riscos e reputação corporativa.

Compliance é o conjunto de práticas que asseguram que a empresa atue em conformidade com leis, normas regulatórias, políticas internas e princípios éticos. Organizações que investem em programas estruturados de compliance reduzem significativamente riscos jurídicos, financeiros e reputacionais, além de fortalecerem a confiança de clientes, investidores, parceiros e colaboradores.

Mais do que “cumprir regras”, o compliance moderno promove cultura organizacional ética, transparência e sustentabilidade no longo prazo.


Objetivo deste artigo:
Neste conteúdo, você vai entender a importância ter um conjunto de práticas de compliance para ampliar confiança, credibilidade e transparência de clientes, parceiros e colaboradores. Ao final, você saberá 14 boas práticas de aplicar compliance na sua empresa.

14 Boas práticas de Compliance para aplicar na sua empresa

Elencamos as principais boas práticas para que você possa revisitar o compliance da sua empresa e identificar oportunidades de melhoria e implementação. Mas antes de iniciarmos o guia de boas práticas, é importante entender o conceito de compliance e qual seu papel dentro das empresas.

O que é Compliance e Qual o Seu Papel Estratégico nas Empresas

Compliance corporativo consiste em um sistema de controles, políticas, processos e comportamentos que garantem que a organização opere de acordo com:

  • Legislação vigente
  • Normas regulatórias do setor
  • Diretrizes internas
  • Valores éticos e princípios de governança

Empresas que tratam compliance de forma estratégica conseguem:

  • Criar ambientes organizacionais mais íntegros e confiáveis
  • Antecipar riscos e prevenir crises
  • Tomar decisões mais seguras
  • Fortalecer sua imagem institucional

1. Estrutura de Governança Clara e Formalizada

Um programa eficaz começa com governança bem definida:

  • Políticas internas claras, acessíveis e atualizadas
  • Responsável ou comitê de compliance
  • Código de Ética e Conduta formalizado

2. Liderança Engajada e Exemplo da Alta Gestão

O comportamento da liderança influencia diretamente a cultura organizacional. Boas práticas incluem:

  • Participação ativa em treinamentos e decisões de compliance
  • Apoio visível da alta gestão
  • Comunicação constante sobre ética e integridade

3. Comunicação Interna e Treinamentos Contínuos

Compliance só funciona quando é compreendido através de:

  • Treinamentos periódicos e segmentados por área
  • Materiais educativos e campanhas internas
  • nLinguagem clara e aplicável ao dia a dia

4. Compliance Baseado em Risco (Risk-Based Compliance)

Empresas maduras priorizam esforços conforme o nível de risco em:

  • Monitoramento contínuo
  • Mapeamento e classificação de riscos
  • Planos de ação focados nos riscos críticos

5. Canais de Denúncia Seguros e Confiáveis

Canais de denúncia fortalecem a transparência com foco em:

  • Garantia de anonimato
  • Não retaliação
  • Fluxo estruturado de apuração e resposta

6. Auditoria, Monitoramento e Indicadores de Compliance

Monitorar é essencial para:

  • Avaliação da percepção dos colaboradores
  • Auditorias internas periódicas
  • Indicadores quantitativos e qualitativos

7. Due Diligence e Gestão de Terceiros

Riscos também estão fora da empresa, como:

  • Monitoramento contínuo
  • Cláusulas contratuais de compliance

8. Integração com ESG e Sustentabilidade

Compliance está diretamente ligado às práticas ESG:

  • Responsabilidade social e ambiental
  • Transparência

9. Compliance baseado em risco (Risk-Based Compliance)

Empresas mais maduras não aplicam compliance de forma genérica. Elas priorizam esforços conforme o nível de risco de cada área, processo ou atividade.

Boas práticas incluem:

  • Mapeamento de riscos por área (financeiro, jurídico, comercial, RH).
  • Classificação de riscos por impacto e probabilidade.
  • Planos de ação específicos para riscos críticos.

10. Alinhamento com Normas e Certificações Internacionais

Programas de compliance mais robustos se inspiram ou se baseiam em normas reconhecidas, como:

  • ISO 37301 (Sistema de Gestão de Compliance)
  • ISO 37001 (Antissuborno)
  • Diretrizes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e os princípios do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Ambos são guias para boa governança corporativa, focando em desenvolvimento sustentável e ética, com a OCDE atuando com diretrizes amplas para multinacionais (conduta responsável, direitos humanos, meio ambiente, etc.) e princípios de governança para estatais, enquanto o IBGC adapta e promove esses conceitos no Brasil com seu Código de Melhores Práticas, destacando princípios como Transparência, Equidade, Responsabilização, Sustentabilidade e Integridade
  • Estar em conformidade com a NR-01

Mesmo quando não há certificação formal, usar essas referências aumenta a credibilidade do programa.

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11. Política Clara de Consequências e Medidas Disciplinares

Um erro comum é ter regras sem consequências claras. Programas eficazes deixam explícito que:

  • Violações serão investigadas.
  • Há medidas disciplinares proporcionais.
  • Todos são tratados de forma isonômica, independentemente do cargo.

Isso fortalece a percepção de justiça e seriedade do compliance.

12. Indicadores de Maturidade do Programa de Compliance

Além de KPIs operacionais, empresas de referência acompanham:

  • Nível de maturidade do programa.
  • Percepção dos colaboradores sobre ética e integridade (pesquisas internas).
  • Evolução do engajamento ao longo do tempo.

Compliance também se mede por cultura, não só por controles.

13. Atualização Contínua e Revisão de Políticas

Compliance não é estático. Boas práticas incluem:

  • Comunicação clara sempre que houver alterações.
  • Revisão anual do Código de Conduta.
  • Atualização conforme mudanças legais, de mercado ou estratégicas.

14. Integração do Compliance ao Onboarding de Novos Colaboradores

Empresas de alto nível tratam compliance desde o primeiro dia:

  • Treinamento obrigatório no onboarding.
  • Assinatura formal do Código de Conduta.
  • Materiais educativos acessíveis desde a entrada.

Isso reduz riscos e acelera a assimilação da cultura ética.

Quadro de Maturidade em Compliance Corporativo

Elaboramos um quadro de maturidade para que você possa medir o nível de maturidade do compliance da sua empresa e obter conclusões para investimento de tempo x recurso.

Prática AvaliadaNível InicialNível IntermediárioNível Avançado (Alta Maturidade)
Governança e EstruturaNão há responsável formal por compliance. Atuação reativa e pontual.Responsável ou comitê definido. Estrutura básica de governança.Compliance integrado à alta gestão, com autonomia, recursos e reporte estratégico.
Código de Ética e PolíticasInexistente ou genérico, pouco divulgado.Código formalizado, políticas documentadas e comunicação interna ativa.Código revisado periodicamente, aplicado na prática e integrado à tomada de decisão.
Liderança e Cultura ÉticaLiderança pouco engajada. Compliance visto como obrigação.Liderança apoia o tema e participa de ações-chave.Liderança é referência ética, reforçando a cultura no dia a dia e nas decisões estratégicas.
Treinamento e CapacitaçãoTreinamentos esporádicos ou inexistentes.Treinamentos periódicos, presenciais ou online, com registro de participação.Capacitação contínua, personalizada por área, com avaliação de aprendizado e engajamento.
Gestão de RiscosRiscos não mapeados ou tratados de forma informal.Mapeamento inicial de riscos e planos de mitigação.Gestão de riscos contínua, baseada em impacto e probabilidade, integrada à estratégia.
Compliance Baseado em RiscoAbordagem genérica e não priorizada.Priorização parcial de riscos mais críticos.Abordagem totalmente baseada em risco, com foco em áreas sensíveis e decisões críticas.
Canais de DenúnciaInexistente ou pouco confiável.Canal estruturado, com garantia de anonimato.Canal amplamente divulgado, monitorado, com indicadores e resposta estruturada.
Investigação e Medidas DisciplinaresAusência de processos claros de apuração.Procedimentos definidos e aplicação de medidas.Processo isonômico, documentado, com transparência e aprendizado organizacional.
Gestão de Terceiros (Due Diligence)Sem avaliação formal de fornecedores e parceiros.Avaliação básica de terceiros e cláusulas contratuais.Due diligence contínua, segmentada por risco e monitoramento ativo da cadeia.
Auditoria e MonitoramentoSem auditorias periódicas.Auditorias internas programadas.Auditorias regulares, independentes e orientadas por dados e indicadores.
Indicadores e MétricasNão existem KPIs de compliance.KPIs operacionais básicos.Indicadores quantitativos e qualitativos, medindo maturidade e cultura ética.
Documentação e RastreabilidadeDocumentos dispersos e sem controle.Repositório centralizado com versionamento.Gestão documental estruturada, com rastreabilidade e auditoria.
Integração com ESGCompliance desconectado de ESG.Alinhamento parcial com governança e sustentabilidade.Compliance totalmente integrado à estratégia ESG e reputacional da empresa.
Melhoria ContínuaAtuação reativa a problemas.Revisões periódicas das políticas.Programa vivo, com revisões contínuas, benchmarking e inovação em compliance.

Mais do que atender exigências legais, o compliance se consolida como um pilar estratégico de governança, reputação e sustentabilidade empresarial. Organizações que investem em políticas claras, liderança engajada, gestão de riscos, educação contínua e monitoramento estruturado constroem ambientes mais éticos, resilientes e preparados para crescer de forma responsável. Essas 14 boas práticas de compliance para aplicar na sua empresa são um caminho inicial para um investimento que traz resultados.

Empresas que tratam o compliance como parte da cultura, e não apenas como obrigação, conseguem reduzir riscos, fortalecer a confiança dos stakeholders e tomar decisões mais seguras e transparentes ao longo do tempo.

Esse é um caminho já praticado por organizações como a Dynamic Travel, que mantém uma documentação estruturada de compliance, com treinamentos e capacitações periódicas, políticas de ética, governança, transparência, conformidade com a NR-01 e um Código de Conduta aplicado na prática, reforçando seu compromisso com integridade, responsabilidade corporativa e excelência na gestão.

Ao adotar essas boas práticas, qualquer empresa pode transformar o compliance em um diferencial competitivo real e sustentável.

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